sexta-feira, 25 de março de 2016

Alabê Ôni na 57ª Semana de Porto Alegre


Acontece entre os dias 27 de março e 02 de abril, a Semana de Porto Alegre no Museu Joaquim José Felizardo, localizado à Rua João Alfredo 582, na Cidade Baixa. A programação conta com o projeto Tambores de Porto Alegre, realizado pelo Alabê Ôni, grupo afro percussivo da capital, que reúne a exposição de mesmo nome, vivências de tambores afro gaúchos e shows do Alabê Ôni e da banda Bataclã FC.

Com o objetivo de levar ao Museu Joaquim Felizardo uma parte da história de Porto Alegre ainda restrita as suas comunidades tradicionais e desenvolver atividades culturais e de formação de público, a proposta da semana Tambores de Porto Alegre apresenta um acervo de elementos das manifestações afro gaúchas, em especial o Tambor Sopapo, os tambores do Candombe e do Batuque de Nação Oyó Idjexá e o Urucungos, reunidos a partir das pesquisas feitas pelo grupo Alabê Ôni, em uma exposição temporária, acompanhada de aula-show e vivências. Os visitantes e participantes das atividades terão acesso e contato com os tambores afro gaúchos, conhecendo e se reconhecendo dentro do contexto histórico de construção política e cultural da capital. 
 
A programação inicia no dia 27 de março, com aula-show do Alabê Ôni, às 16h, para abertura da Exposição. Já nos dias 29, 30 e 31 de março, acontecem as vivências sobre as manifestações populares afro gaúchas, sempre das 14h às 17h, com visita guiada à Exposição. 


Na sexta, dia 01 de abril, a Bataclã FC & Mastigadores de Poesia farão show especial tendo a cidade de Porto Alegre como tema, trazendo toda a poesia da Cidade Baixa e suas histórias. A programação encerra no dia 02 de abril, com show do Alabê Ôni seguido de cortejo, relembrando os cortejos de Candombe da Mãe Rita, figura que também será lembrada na exposição e nas vivências como referência desta manifestação em Porto Alegre.

Informações sobre a programação:  www.museudeportoalegre.com.br
Inscrições para as Vivências de Tambores: leticiab.bauer@smc.prefpoa.com.br ou telefone 3289 8275.

Serviço:
Semana de Porto Alegre – Projeto Tambores de Porto Alegre
Local: Museu Joaquim José Felizardo, Rua João Alfredo, 582, Cidade Baixa.
Período: 27 de março a 02 de abril de 2016

Realização:                                       
Prefeitura de Porto Alegre
Secretaria Municipal da Cultura
Museu Joaquim José Felizardo
Semana de Porto Alegre
TARRAFA Produções
Saia Rodada Comunicação e Produção Cultural

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ensaio Aberto AÔ: construa conosco essa história!



Em 2016 o grupo Alabê Ôni inicia circuito de Ensaio Aberto convidando o público a participar da construção do novo projeto/espetáculo Alabem Brasileiro. O primeiro encontro ocorreu no dia 18 de fevereiro no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo no bairro Cristal.



                                                                                                                                                             Fotos: Náthaly Weber


O grupo se constituiu em 2012 na prática de uma aula-show que foi se construindo em todos estados do país ainda ao longo de 2013-14 em que ao apresentar os toques, cantos e danças de matriz africana trazia elementos históricos e políticos sobre a presença negra no RS e Bacia do Prata. Em seu novo projeto a prioridade segue sendo o tambor sopapo que agora dialoga com tambores irmãos de outras partes do Brasil. Quer se avançar assim questionando a identidade eurocêntrica que invisibiliza o negro e não reconhece a diversidade dos tambores afro gaúchos como cultura local. Surge assim a possibilidade de ser construída uma Pedagogia do Sopapo num momento de implantação da Lei 10.639/03, legislação que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afrobrasileira e africana nas redes de ensino pública e particular. O sopapo e sua trajetória chamam atenção para a invisibilidade da cultura negra no Rio Grande do Sul.
 
Alabê Ôni, Nobre Tamboreiro na língua Iorubá, convida para festa no Alabem Brasileiro outros tambores irmãos encontrados na viagem pelo Brasil. Essa conversa do sopapo com outros tambores brasileiros e platinos reforça a presença negra no trabalho no Rio Grande do Sul ao longo do período colonial, trazendo, com isso, o reconhecimento da contribuição negra à cultura do Estado e do país assim como da Bacia do Prata.


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